Registro de qualificação de especialidade: o que é e como funciona?

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O CFM (Conselho Federal de Medicina) informa aos médicos que se divulgam como especialistas que eles precisam apresentar o número do RQE (Registro de Qualificação de Especialidade) com o número do CRM. Essa é uma exigência e é importante destacar que o descumprimento pode até ser motivo para perder o registro de médico.

Por levar a atitudes tão graves, essa é uma questão que merece bastante atenção. Pensando nisso, elaboramos este texto para explicarmos o que é e como funciona o RQE! Continue acompanhando o texto e aproveite! Boa leitura!

O que é e como funciona o registro de qualificação de especialidade?

O Registro de Qualificação de Especialidade trata-se de um cadastro feito no CRM (Conselho Regional de Medicina) para registrar uma especialidade médica que o médico pretende exercer ou que já exerce, de modo a observar as normas do CFM.

A exigência é bastante clara: os médicos não podem divulgar que são especialistas em um campo médico, caso não tenham o título de especialista. Logo, sem o RQE, os profissionais da Medicina não podem divulgar nomenclaturas, tais como Endócrino, Endocrinologia ou Pós-doutorado em Endocrinologia.

A mesma regra vale para as demais especialidades, com dados e informações que jamais podem ser citadas em receituários, carimbos, jalecos e nem mesmo aos pacientes, isso, é claro, sem ter o Registro de Qualificação de Especialidade.

Quando e como deve ser feito?

Para obter o RQE há duas alternativas. A primeira é pela residência médica, pois ao, residir na área escolhida, existe a opção de solicitar o RQE diretamente no CRM.

A outra alternativa é fazendo o exame promovido por uma sociedade de especialidade que seja reconhecida pela AMB (Associação Brasileira de Medicina), conhecido também como prova de obtenção de título. Nesse exame, os conhecimentos dos profissionais são avaliados para determinar se eles realmente estão aptos para exercer a especialidade.

Quais são seus benefícios?

Obter o registro de qualificação de especialidade é um desafio que pode ser facilmente superado. É um investimento na qualificação e na carreira profissional, um dever de assegurar a preservação da profissão.

Depois de ter o registro em mãos, a vida profissional vai se tornar muito mais viável. Ele é fundamental para evitar problemas como escândalo com a imprensa e denúncia, uma ação que pode levar a um processo cível, criminal e ético-administrativo profissional junto ao CRM. 

A exigência desse registro traz benefícios tanto para os pacientes quanto para o profissional. Com ele, o paciente tem a garantia e segurança de estar se consultando com um especialista. O profissional também tem vantagens, afinal, ele pode se diferenciar e apresentar sua qualificação em atestados, jalecos, receituários, carimbos, palestras ou entrevistas, por exemplo.

Essa é uma exigência que serve como estímulo para que o aluno de medicina, depois de concluir o curso, se empenhe em realizar uma residência médica, ou então, depois de alguns anos de exercício na profissão, preencha os requisitos que a sociedade médica determina para se submeter às provas de título de especialista.

Qual é a melhor forma de se preparar para conseguir o RQE?

Dentre as alternativas que podem ser usadas para adquirir o RQE, o exame é a que tem as melhores condições. Como muitos sabem, várias especialidades médicas acabam sofrendo com a carência de vagas em residências, e é claro que isso faz com que essa opção seja restrita a um grupo bem pequeno de profissionais.

Já no exame, é preciso apenas ter o preparo para ser aprovado. Dessa forma, profissionais médicos com experiência prática ou com pós-graduação já conhecem a especialidade e precisam apenas se preparar para conquistar a nota necessária para a aprovação.

Bom, essa é uma certificação fundamental para garantir que o profissional cumpre todas as regras para ser considerado especialista.

É, portanto, um título de credibilidade, afinal de contas, por ele fica comprovada a capacitação dos médicos em uma determinada área que é reconhecida pelo CFM. É por essa razão que o próprio conselho orienta que, antes de fazer uma consulta, os pacientes vejam se o profissional tem um registro de qualificação de especialidade, para evitar despreparos e fraudes.

E aí, gostou de saber mais sobre o RQE? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário aqui para que possamos ajudar você!

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