O que é deficiência intelectual e como ela pode afetar a vida do seu aluno?

deficiência intelectual
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A deficiência intelectual é um quadro que chama atenção dos educadores, pois exige cuidados específicos para o tratamento e adaptação dos alunos que possuam esse quadro. Se antes tínhamos uma tendência preconceituosa de excluir essas pessoas do convívio social, hoje sabemos que é desejável ter processos inclusivos, que são favoráveis para todos.

Mas você sabe como isso afeta a vida do seu aluno? E quais os cuidados que você, como profissional, deve tomar? Continue lendo e tire suas dúvidas sobre a questão. Boa leitura.

O que é a deficiência intelectual?

A deficiência intelectual é um quadro no qual há limitações em habilidades ligadas com inteligência. Atualmente também possui o nome de Transtorno do Desenvolvimento Intelectual, como uma forma de amenizar o preconceito que essas pessoas passam ao longo da vida.

Essas limitações estão, geralmente, ligadas a:

  • Inteligência;
  • Atividades de raciocínio;
  • Resolução de problemas.

A avaliação para o quadro ocorre por meio do teste de Quociente de Inteligência (QI), que é realizado por meio de testes padronizados para este fim. Nesses quadros, normalmente, a pessoa apresenta um QI abaixo de 75 pontos.

Vale a pena ressaltar que a criança com deficiência intelectual não possui uma doença. É um quadro que ela apresenta e que pode ser multifatorial – ainda não há uma causa definida para entender as razões pelas quais ocorre esse tipo de situação. Algumas situações de risco podem potencializar as chances, tais como:

  • Falta de oxigenação no parto;
  • Uso excessivo de álcool e drogas ilícitas na gravidez;
  • Alterações de cromossomos, entre outros.
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Como a deficiência intelectual afeta a vida do aluno?

A deficiência intelectual afeta os processos de aprendizagem, principalmente, porque o nosso ensino é muito baseado, justamente, em atividades de raciocínio lógico e resolução de problemas. Para os alunos que sofram com essas dificuldades, podem enfrentar uma profunda dificuldade em acompanhar as rotinas dos demais alunos e, assim, tenham déficit de aprendizagem.

Ao mesmo tempo, esse afastamento pode gerar, justamente, outra questão: o comprometimento da parte social dos alunos com deficiência intelectual. Afinal, quando há essa disparidade educacional, há um afastamento dos demais alunos, algo que não é desejável para nenhum dos envolvidos.

Como a educação inclusiva pode auxiliar o aluno com deficiência intelectual?

Mas afinal, para isso, a solução é afastar o aluno com deficiência intelectual. Claro que não! A educação inclusiva tem o papel, justamente, de trazer esses alunos com necessidades especiais para o ensino regular, sem afastá-los, auxiliando-os em um processo educacional efetivo.

Durante esses processos, por meio da adaptação, permite que seja possível que eles não só desenvolvam o processo educacional, no ritmo delas, de forma eficiente, mas também a ter uma melhor compreensão dos códigos sociais – uma questão que merece atenção nesse quadro.

Para isso, os profissionais de pedagogia devem realizar adaptações curriculares, a fim de que seja possível trazer práticas pedagógicas mais eficientes para o quadro daquela criança, evitando sua exclusão. Com isso, todos saem ganhando:

  • O aluno com DI consegue ter seus processos de socialização e aprendizagem em conjunto com outras crianças;
  • Os alunos regulares aprendem mais sobre diversidade e como agir de forma empática com situações diferentes;
  • Os professores aprendem a lidar com o desafio do ensino inclusivo, uma demanda cada vez maior atualmente.

Por isso, é fundamental que os profissionais de educação aprendam como lidar com a educação inclusiva, para saberem como trabalhar o currículo e a adaptação no caso de aparecimento de um aluno com deficiência intelectual. Isso vale, ainda mais nos processos de ensino à distância.

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