2 tipos de estudos epidemiológicos

estudos epidemiologicos
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Muitos profissionais da medicina são chamados para contribuírem com estudos epidemiológicos, principalmente, aqueles que trabalham com saúde coletiva e da família. Eles são importantes, justamente, por oferecerem dados e subsídios que permitam gerar medidas de saúde pública mais eficazes.

Os estudos epidemiológicos, portanto, são aqueles que visam trazer conhecimento e tecnologias para promover ações de saúde individuais, mas que possam trazer benefícios para o coletivo e, consequentemente, para sua carreira. Portanto, é importante saber reconhecer quais seus tipos e como podem ser elaborados. Vejamos a seguir. Boa leitura!

1.  Observacionais

O primeiro tipo de estudo epidemiológico são os observacionais. Eles possuem um caráter mais descritivo, ou seja, analisa-se como ocorre a incidência de casos novos ou, ainda, prevalência de caso existentes de uma determinada patologia em um grupo ou sociedade, analisando critérios que podem interferir no surgimento ou prevalência de determinada patologia em um público.

Por exemplo, os estudos epidemiológicos observacionais permitem que seja possível avaliar a prevalência de casos de AVC em populações a partir dos 60 anos. Com isso, é possível definir medidas que auxiliem nos cuidados preventivos e acompanhamento dessa população naquela região.

Os estudos observacionais podem ser divididos em:

  • Descritivos: podem, ainda, serem divididos em relatos de caso (podendo ser singulares) ou série de casos;
  • Analíticos: podem ser transversais, caso-controle, coorte e ecológico.

2.  Experimentais

Este segundo tipo de estudo são aqueles nos quais busca-se testar algum tipo de intervenção, analisando como diversas variáveis podem intervir em determinadas situações e, assim, verificar se um determinado tratamento, ações de prevenção, medicamentos, entre outros, surtem efeito dentro de determinadas condições ou não.

Por exemplo, é possível identificar, por meio desse tipo de pesquisa, se um determinado tratamento é, de fato, eficiente para determinados grupos. Esse tipo de pesquisa possui uma série de regras importantes a serem seguidas para garantir não só a exatidão na pesquisa, mas também agir de forma ética, minimizando eventuais impactos sobre as populações que estão sob teste.

Estão entre os principais subtipos existentes:

  • Ensaio clínico randomizado: os participantes são pacientes, a fim de testar as variáveis definidas previamente para o estudo;
  • Ensaio de campo: são pessoas saudáveis, de forma a observar como determinados quadros podem evoluir ou não em um determinado espaço de tempo;
  • Ensaio comunitário: os membros do grupo são pertencentes à própria comunidade.

Nesses três casos, torna-se importante saber, de forma clara, o que é um caso da doença que está sendo analisada. Assim, quais são os seus sinais, sintomas, entre outros pontos que possam caracterizá-la como portadora daquela patologia.

Identificar os tipos de estudos epidemiológicos é fundamental, principalmente, para que seja possível avançar em tratamentos importantes, controles e prevenção de eventuais casos no futuro. Por isso, para muitos profissionais especializados, ter esse conhecimento é fundamental, pois permite potencializar sua ação no dia a dia como profissional, principalmente, ao atuar de forma interdisciplinar, com outros especialistas de saúde. Assim, é possível garantir cuidados preventivos mais eficientes, garantindo melhores cuidados para a comunidade.

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